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Monastério de Shechen no Nepal

O monastério de Shechen, um dos seis principais monastérios da linhagem Nyingma no Tibete, foi destruído na década de 1950, durante a ocupação do Tibete. No exílio, Dilgo Khyentse Rinpoche (1910-1991) transplantou a rica tradição do Monastério de Shechen original para um novo lar – um monastério magnífico próximo à grande estupa de Bodhnath, no Nepal. Era seu desejo que este monastério mantivesse as tradições filosóficas, contemplativas e artísticas do monastério original.

Em 1980, Dilgo Khyentse Rinpoche começou a construção do Monastério de Shechen Tennyi Dargye Ling no Vale de Kathmandu. Durante quase dez anos, mestres artesãos, pedreiros, escultores, pintores, ourives e alfaiates trabalharam para transformar o Monastério num dos mais belos exemplos da arte tibetana fora do Tibete.

Sob a supervisão de Khyentse Rinpoche, todos os aspectos do trabalho foram acompanhados com o máximo cuidado e total atenção aos detalhes. As paredes do templo principal estão cobertas com afrescos que contam a história do Budismo Tibetano e dos principais professores de suas quatro escolas principais. Mais de cento e cinqüenta estátuas foram feitas para o Monastério, que também abriga uma das maiores bibliotecas tibetanas no Oriente. O atual abade do monastério de Shechen é o sétimo Shechen Rabjam Rinpoche (nascido em 1966), o neto e herdeiro espiritual de Dilgo Khyentse Rinpoche.

 

A Formação de Monges

Mais de 300 monges de toda a região do Himalaia estudam e vivem no Monastério. Eles recebem uma educação viva, que, além da filosofia budista também inclui música, dança e pintura. Na escola primária, 70 crianças com idades de cinco a quatorze anos recebem uma educação completa, que combina assuntos tradicionais com um currículo moderno. Elas vivem em sua própria área dentro do Monastério, e são carinhosamente cuidadas por seu diretor. Alguns dos monges que foram treinados no Monastério em tenra idade são agora seus professores, passando o fruto de sua educação para os alunos mais novos. Ao se graduarem na escola, começam um curso de dois anos enfocando artes rituais e que inclui memorização de textos litúrgicos, o aprendizado de instrumentos musicais rituais e treinamento em cantos e danças sacras. Se for aprovado, o aluno poderá então entrar para o Shechen Institute (Faculdade de Filosofia, ou Shedra). Aqueles que não ingressam na Faculdade continuam a estudar textos e práticas de meditação, bem como a executar as cerimônias diárias do Monastério. Muitos professores Eruditos vêm ao Monastério para dar ensinamentos e iniciações. Ao longo de todo o ano, os monges de Shechen organizam eventos para o público e servem às necessidades espirituais da comunidade local. No verão, todos os monges participam do tradicional retiro de verão praticado desde os tempos do Buda.

O Monastério provê a educação completa dos monges, além de cobrir todas as despesas de alimentação, moradia, vestuário e atendimento médico. Você pode ajudar o monastério a continuar com este trabalho patrocinando um monge – uma rara oportunidade de capacitar jovens a receberem educação e se tornarem um elo vital para as futuras gerações.

Várias cerimônias são conduzidas no Monastério ao longo do ano, incluindo druptchens (cerimônias com duração de nove dias e noites consecutivos). Rabjam Rinpoche considera de especial importância a preservação da autenticidade destes rituais, que integram experiência em práticas de meditação com atenção precisa aos detalhes. Relacionado a estes rituais, um festival anual de danças é realizado no pátio do Monastério.

O Monastério de Shechen no Tibete era famoso por seu estilo particular de dança sagrada (cham). Shechen Rabjam Rinpoche está revitalizando esta tradição e trouxe professores do Tibete para treinar os monges. Os Dançarinos de Shechen já se apresentaram numa série de muito bem sucedidas turnês na Europa e na América do Sul.

Localizados também no terreno do Monastério estão os Arquivos Shechen e a Escola de Arte Tsering, cujo trabalho consiste em preservar a cultura dos Himalaias e suas artes sagradas, além da Clínica Médica Shechen e da Casa de Hóspedes Shechen, destinada a acomodar turistas visitantes e praticantes em peregrinação.

 

Shedra

O Monastério de Shechen no Tibete era famoso pelo grande número de professores eruditos que ali viveram e ensinaram.Em 1989, Dilgo Khyentse Rinpoche fundou o Instituto Shechen para Estudos Budistas Superiores (Faculdade de Filosofia, ou Shedra), no Monastério de Shechen, no Nepal. Há, no momento, mais de uma centena de alunos de todas as regiões do Himalaia matriculados em seu currículo de nove anos. Sob a supervisão de Shechen Rabjam Rinpoche, dois Khenpos são responsáveis pela direção da faculdade.Os alunos estudam textos sagrados sobre filosofia, astrologia e história, além de se engajarem na prática de debates.

Depois de nove anos, os aprovados recebem o diploma de Lopon. Para tornar-se um Khenpo, ou doutor em Filosofia Budista, os alunos têm de cumprir um período adicional de três anos de pesquisa ou retiro contemplativo. Vários professores formados pela Shedra estão agora ensinando em centros na Ásia, no Ocidente , e no próprio Monastério.

Para acessar o site original - http://www.shechen.org

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