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HISTÓRIA DA VIDA DE LAMA OSEL

Lama Osel nasceu no distrito de Mugom, na região leste do Nepal, na face sul do Himalaia. Seu pai, Guru Tenzin, e sua mãe, Sherab Lhamo, seguiram seus ancestrais na devoção aos mestres do Buda. A família descende da região de Toe Ngari, na parte oeste do Tibete. Seu pai foi aluno de Sua Santidade Dudjom Rinpoche e de Sua Eminência Serta Rinpoche.
Na infância, Lama Osel dedicou-se diligentemente ao estudo dos fundamentos da língua tibetana com seu pai. Então, ao completar quinze anos, entrou para a vida monástica, no Monastério de Shechen, começando sua educação budista formal sob a orientação de Kyabjé Dilgo Khyentse Rinpoche.

Durante vários anos continuou seus estudos de gramática tibetana, além do estudo de rituais budistas. Com a idade de 19 anos, Lama Osel foi admitido na Universidade Monástica de Shechen para Estudos Budistas Superiores, onde estudou lógica, filosofia Madhyamika, o Bodhicharyavatara, Os Três Votos, o Abhidharma e o Vinaya, entre outros.

Também trabalhou durante seis anos como professor assistente na mesma Universidade.
No ano de 2000 recebeu, das mãos de Sua Eminência Rabjam Rinpoche, abade do Monastério de Shechen, o título de Mestre.

Mais tarde, a convite da Administração de Shechen, assumiu a responsabilidade de ensinar os monges mais novos. Ensinou vários textos clássicos, incluindo Madhyamika, Vinaya, Ketaka, bem como as 37 Práticas de um Bodhisattva, entre outros. Lama Osel continua a orientar estes monges, passando adiante os ensinamentos e as transmissões orais da linhagem de seus professores, tais como Kyabjé Khyentse Rinpoche, Kyabjé Dudjom Rinpoche, Kyabjé Minling Trichen Rinpoche, Kyabjé Penor Rinnpoche, Kyabjé Trulshik Rinpoche, Kyabjé Taklung Tsetrul Rinpoche, e Shechen Rabjam Rinpoche entre vários outros. Particularmente, de Kyabjé Dungse Trinley Norbu Rinpoche, Lama Osel recebeu os ensinamentos profundos do Dzogchen. Outros eminentes professores, como Khenpo Pentse, Khenpo Pema Sherab e Khenpo Tsering Dorje deram a Lama Osel várias transmissões orais.

 

 

Em Shechen, Lama Osel passa a maior parte do tempo ouvindo ensinamentos, em contemplação e meditando. Também é visitado por numerosas pessoas de sua região, que vêm em busca de ajuda e orientação, assim como por ocidentais. Em todas as suas ações, seu lema é: “Aspiro e rezo para que possa beneficiar os seres, permanecer em retiro e realizar as aspirações do meu lama”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CARTA DE APRECIAÇÃO POR DZARONG TRULSHIK SHATRUL RINPOCHE

Lama Osel recebeu o grau de Acharya, possuidor do Tesouro das Escrituras Corretas e Secretas no Shedra do Monastério de Shechen, no Nepal, construído pelo Grande Vidhyadara Kyabjé Dilgo Khyentse em pessoa, o Ornamento da Coroa da doutrina do nosso Professor compassivo, em geral, e, especificamente, o ornamento da coroa do Ngagyur Nyingma Vajrayana. Ele é aluno do anteriormente citado Khyentse Pema Garwang Do-ngate Lingpa. Ele detém a linhagem e é a glória temporária e absoluta tanto dos ensinamentos quanto do aprendizado dos ensinamentos gerais de amigos espirituais verdadeiros, como o Tesouro de Instruções Essenciais, as Escrituras Emanadas, etc, recebidos de mim. E, especificamente, possui a conexão com as termas profundas de Kyabje Khyentse Do-ngak Lingpa.

Aquele chamado Trulshik Sha-de-spa, monge Shyakya Ngawang Chokyi Lödro, escreveu isso no 13º dia do 10º mês do ano do carneiro de água, 2003.

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SUAS ATIVIDADES NO BRASIL

No Brasil, país onde o budismo tibetano ainda é, relativamente, pouco difundido, Lama Osel tem um projeto de tradução de textos do Dharma, de modo que cada vez mais pessoas possam conhecer e se beneficiar com os ensinamentos do Buda. Em sua temporada neste país, Lama Osel pretende dar ensinamentos, iniciações e transmissões orais, incluindo termas da linhagem Nyingma, além de explicações extensas relativas a várias sadhanas, sempre com a aspiração de trazer benefícios para todos os seres.

Se você deseja obter maiores informações ou se está interessado em fazer uma doação ou oferecer patrocínio, por favor envie um e-mail para Lama Osel.

 

Trecho da entrevista com o Ven. Lopon Lama Osel no nº 3 (maio 2005) da Revista Ser Feliz Faz Bem à Saúde, com a Profª. Eloísa Conde.

Como as pessoas podem encontrar a felicidade?

O Buda disse que, originalmente, mesmo o mais minúsculo dos seres deseja encontrar a felicidade. De fato, todos os seres estão buscando a felicidade. Este é o desejo que habita em todas as mentes, de todos os seres: ser feliz. Mas não sabemos verdadeiramente o que fazer para alcançá-la. E por isso, ainda que com a intenção de alcançar a felicidade, muitas vezes nos engajamos em atividades equivocadas, como roubar, matar ou enganar. Assim, embora em nossas mente o objetivo final seja a felicidade, embora tenhamos a idéia de felicidade em nossas mente, com nosso corpo e fala cometemos ações negativas e prejudiciais aos outros seres e a nós mesmos.

Isso acontece porque desconhecemos a interdependência que envolve a noção de causa e efeito. Podemos observar isso se olharmos a natureza: se plantamos uma semente de arroz, por exemplo, que é a causa, o que brotará ao fim do processo terá que ser necessariamente, arroz, que é o efeito. Alguém por acaso já viu nascer um pé de batata de uma semente de arroz?

No budismo, damos a essa relação de causa-e-efeito o nome de carma. O carma pode ser positivo ou negativo, dependendo das nossas ações. Quanto mais carma negativo, maior o sofrimento que experimentamos. Quanto maior o carma positivo, maior a felicidade.

O fato é que existem dois tipos de interdependência: a interdependência externa e a interna. A externa corresponde aos aspectos exteriores, como o exemplo que acabamos de citar sobre a semente do arroz. A interdependência interna se dá dentro da nossa mente.

Na visão do Budismo, considera-se que possuímos cinco venenos mentais: raiva, desejo, ignorância, orgulho e inveja. E são estes venenos mentais a causa do nosso próprio sofrimento, e também do sofrimento dos outros. Isso as pessoas desconhecem, e, por outro lado, todas as qualidades luminosas que possuímos em nossas mentes, como amor, compaixão, paciência, a motivação correta de ajudar aos outros seres de bem, essas são, na realidade, as sementes da nossa própria felicidade, bem como a de outros seres.

Se uma pessoa passa a vida brigando, causando confusão, as outras pessoas ao seu redor não vão querer ficar próximas a ela, porque assim sofrerão. Se a pessoa, por outro lado, for alguém que propaga o amor, a alegria, então todas as outras desejarão se aproximar dela, pois sentirão conforto e saberão que com ela não têm o que temer. Infelizmente, devido às nossas tendências habituais adquiridas ao longo de muitas vidas, temos grande facilidade para cometer atos negativos, não precisamos, para isso, de nenhum treinamento nem de nenhum professor, isso é algo que nós já nascemos sabendo.

Para tornar-se alguém positivo, por outro lado, o processo é difícil e trabalhoso. Mas o resultado, que é a positividade e a melhoria da vida, é algo pelo qual vale a pena nos esforçarmos.

 

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